Oeste: Diagnóstico de Situação

 

 

Agricultura

 

A região apresenta maior eficiência produtiva em alguns dos setores em que tem vindo a afirmar a sua especialização, como os setores da Agricultura e Pesca e Indústias extrativas.

Pelo contrário, não obstante o elevado grau de especialização do setor da Indústria do Material de Construção, este não consegue ultrapassar a média nacional em termos de produtividade.
 

 Produtividade dos setores e respetivo grau de especialização, 2003

 

Nota: No 1º. Quadrante, estão indicados os sectores de especialização da região que
apresentam índices de produtividade acima da média nacional; No 2º. Quadrante,
estão indicados os sectores de não especialização da região que apresentam índices
de produtividade acima da média nacional; No 3º. Quadrante, estão indicados os
sectores de não especialização da região que apresentam índices de produtividade
abaixo da média nacional; No 4º. Quadrante, estão indicados os sectores de
especialização da região que apresentam índices de produtividade abaixo da média
nacional.
Fonte: INE, Contas Regionais 2003

 

• O cruzamento da informação sobre a produtividade de cada setor e o respetivo grau de especialização, permite verificar que estes índices estão, de algum modo, positivamente relacionados.

• Os setores da Agricultura e Pesca e Indústrias Extrativas destacam-se, pois apresentam graus de especialização elevados e índices de produtividade acima da média nacional.

• O Material de Construção e as Indústrias Alimentares, nomeadamente, embora evidenciem graus de especialização elevados, apresentam índices de produtividade abaixo da média nacional.

• O sector Têxtil, Vestuário e Calçado apresenta um índice de produtividade superior ao referencial nacional, conquanto o quociente de localização esteja abaixo da média nacional.

• Estes desfasamentos poderão indiciar alguma falta de aproveitamento do potencial produtivo da região.

O peso do VAB dos setores transacionáveis e serviços internacionalizáveis apenas duplica o peso da agricultura, construção e comércio, o que evidencia uma economia dependente de setores tradicionais e pouco diversificada.

Relação: setores transacionáveis e serviços internacionalizáveis face à agricultura, construção e comércio, 2003
 
 
 
• A relação entre o valor criado pelos setores transacionáveis e serviços internacionalizáveis (i.e., cuja atuação e capacidade de penetração no mercado não se confinam necessariamente à proximidade física e que podem competir à escala nacional e/ou internacional) face à relevância dos serviços com maior vínculo à localização física (construção, comércio e serviços de proximidade) permitem aferir do potencial de competitividade da região.

• Face ao resto do país, o Oeste apresenta um nível de especialização produtiva menos diversificado e mais dependente de setores típicos da economia portuguesa, como a agricultura, a construção e o comércio.
 

in Estudo Técnico elaborado por Augusto Mateus e Associados – Sociedade de Consultores, Oeste – Programa Territorial de Desenvolvimento 2008-2013, Abril 2008, pág. 184